Pensamentos de um ilhéu escritos de 2003 a 2010.
Terça-feira, 4 de Janeiro de 2005
À memória

Numa homenagem à memória das vítimas do maremoto, que assolou o Sudoeste Asiático no passado dia 26 de Dezembro, os cidadãos de todos os países da Europa vão ficar três minutos em silêncio. Às 10h00 (hora dos Açores) de amanhã, quarta-feira, os europeus vão recordar os mais de 150 mil mortos.

A somar a este drástico número estão as mais de 500 mil pessoas que terão ficado feridas.

De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de vítimas mortais poderá aumentar devido às doenças, falta de água potável e alimentos.

Uma porta-voz da organização assinalou que muitas das zonas afectadas continuam isoladas e a destruição das infra-estruturas locais, incluindo canais de escoamento de água, faz com que estas localidades sejam "potenciais focos de doença".

Os Açores não estão imunes a este tipo de cataclismo, apesar de raros apenas existe um registo histórico, este relativo ao terramoto de Lisboa de 1 de Novembro de 1755 pelas 10 horas da manhã, onde três enormes maremotos se formaram e arrasaram os terrenos baixos das ilhas de S.Miguel, Terceira e Faial . Apenas se menciona estas ilhas por não existirem registo das outras dos grupos central e oriental, onde certamente se registaram nelas iguais destruições.

Em Ponta Delgada o mar subiu pelas ruas da cidade estragando muitos edifícios mas não havendo notícia de mortes.

Em Angra o mar galgou por três vezes até à Praça Velha deixando barcos em seco e destruindo todos os que se encontravam no Porto de Pipas. No refluxo destruiu a muralha da Alfandega e levou muitas das madeiras que ali se encontravam.

Na Vila da Praia demoliu 15 casas e a Ermida de S.Tiago em Porto Martins, destruindo terras, vinhas e muros e provocado o falecimento de pelo menos 5 pessoas.

No Faial igual descrição é feita só que é referido que o mar entrou em terra três vezes e que no refluxo desceu tanto que os barcos “quase batiam com as quilhas no fundo do mar”!

A notícia do terramoto só chegou a 25 de Janeiro de 1756 com a chegada do primeiro navio vindo de Lisboa.



publicado por Soares Carepa às 19:03
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